LEIAM DUAS PÉROLAS. REPASSEM!
IMPOSTURA DEPLORÁVEL
Maynard Marques de Santa Rosa*
Essa é a definição correta da caricatura que a ironia denomina “comissão da verdade”. São cínicos os seus mentores, pela desfaçatez com que pretendem maquinar veredictos a partir de um grupo comprometido.
Sob o pálio da ineficácia jurídica, ergue-se uma espada de Dâmocles sobre reputações respeitáveis, a quem deve a Nação a estabilidade política de que hoje desfruta.
O fantasma da calúnia, de triste inspiração nazista, ressuma no cenário de um País pacificado, como estratagema de um grupo de vingadores obstinados, dirigida aos que lhes frustraram o projeto de aqui implantar a tirania totalitária.
Decorrido quase meio século, esvaiu-se o bolchevismo soviético, evoluíram os costumes e aplacou-se a sociedade, mas persiste o ânimo vingativo dessa minoria sectária, insensível às lições da vida.
Alega-se politicamente necessária a investigação dos abusos da repressão e de seus responsáveis, a fim de “pacificar” a memória nacional. Como é possível fazê-lo, porém, sem a catarse dos fatos que lhes deram causa?
Prevarica a autoridade, em qualquer regime de governo, que admita a subversão da ordem no âmbito da sua competência, sem providências retificadoras.
Não existe argumento que justifique a violência, nem mesmo o idealismo do bem comum. A práxis leninista de que os fins justificam os meios não passa de sofisma hediondo.
Portanto, para ser crível, o levantamento dessa comissão merece começar pela identificação dos assaltantes, terroristas e assassinos políticos, em atenção às vítimas inocentes, suas viúvas e seus órfãos.
E, além disso, se a autoridade moral para atirar a primeira pedra é inerente ao que está sem pecado, não assiste o direito de revisar o passado a quem prodigalizou o “mensalão”, enriqueceu-se na função pública ou omitiu-se ante a corrupção de seus correligionários.
Reabrir uma ferida cicatrizada, sem a devida assepsia, pode disseminar infecção por todo o organismo.
Espera-se que o Congresso Nacional cumpra o seu dever de legitimar a vontade da maioria, atendendo às prioridades do povo e descartando as imposturas de grupos carbonários.
*O autor é General-de-Exército
Doc. N 225 – 2011
VERDADE: QUE PALAVRA PERIGOSA!
Que verdades buscará a comissão que está a ponto de nascer? As mesmas de Hitler? Quem sabe, as de Mussolini? Ou, ainda, as de Stalin. Tristes figuras, alquimistas políticos, capazes de transformar mentiras em verdades absolutas. Faz tempo que eles morreram. Mas, no Brasil, continuam influentes, à esquerda e à direita.
Os três pertenciam ao mesmo time: o totalitário. Contavam com o competente assessoramento de pessoas como Goebbels, para quem a mentira repetida à exaustão se tornaria verdade. Teoria que deu certo enquanto durou, sem antes causar a morte de 45 milhões de pessoas. “Ismo” era o sufixo que os irmanava e, ao mesmo tempo, transformava-os em competidores pela liderança mundial. O fascismo, de extrema direita, aliou-se ao nazismo, de esquerda. Ambos lutaram contra outro “ismo” de esquerda, o comunismo de Stalin. Quem pagou o pato, diga-se de passagem, foram os povos italiano, alemão e russo.
Os fascistas italianos foram simples coadjuvantes dos nazistas. Nunca é demais lembrar que nazista é a corruptela de nacional-socialista, como se auto-intitulam os filiados ao partido que hoje comanda o Brasil. Foram seus homólogos alemães que deram luz ao führer. À leste, Stalin usava métodos semelhantes, mais cruéis ainda, pois, quando o assunto era concentração de poder, não importava se milhões de pessoas fossem sacrificadas, mesmo que fossem do seu próprio povo.
As monarquias absolutistas tinham ficado no passado. Para aquela turma da pesada – Stalin, Hitler e Mussolini – o importante era tornar-se o neo-imperador, dono da vida e da morte dos seus súditos.
Alguém escreveu que “En l monarquias, a l lsita reales – mayormente lsitas y decorativas – l estado los ayuda a mantener su ls. Pero en l república (ah, que gran concepto!) democrática (ah, que peligrosa palavra!)…”
A maior ameaça para a verdade são os mentirosos. Da mesma forma, o grande inimigo da democracia são os falsos democratas. Quando estes chegam ao poder, a primeira vítima é a verdade. Se for preciso, compram-na de uma oposição venal.
Eles sabem, exatamente, onde encontrar as verdades que simulam buscar. Elas deveriam estar em suas consciências, mas não estão. Estão em seus fantasmas, mas o importante é o poder, pelo poder. Por isso, nunca revelarão a verdade que só eles conhecem, da qual deveriam se envergonhar. Escondem-na sob a capa da grande mentira que, seguindo Goebbels, vivem incessantemente a propagar. Jamais confessarão que abandonaram à própria sorte jovens que convenceram a se embrenhar em florestas como a do Araguaia.
Ávidos por indenizações milionárias, hoje são como as antigas famílias imperiais: “lsitas y decorativos, como l famílias reales de l monarquias; l estado los ayuda…” E como os ajuda!
Democracia, que bela palavra! Que perigosa palavra na boca de mentirosos!
General Hamilton Bonnat
Doc. N. 226 -2011
O Grupo Guararapes agradece aos generais Santa Rosa e Hamilton os documentos tão bem escritos.
Estes dois pensamentos abaixo sintetizam os pensamentos brilhantes dos dois generais.
“Reabrir uma ferida cicatrizada, sem a devida assepsia, pode disseminar infecção por todo o organismo”. Gn. Santa Rosa
“Democracia, que bela palavra! Que perigosa palavra na boca de mentirosos”! Gen Hamilton
REPASSEM.
GRUPO GUARARAPES
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