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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Jornalista Carlos Chagas

Euglaudston Celestino ecelestino66@yahoo.com.br
mostrar detalhes 07:07 (3 horas atrás)

O Jornalista Carlos Chagas faz uma advertência à nação, será que eles vão dizer dos seus malfeitos? Ou vão botar tudo para do tapete? O 27 de novembro se aproxima, será que irão determinar que nos quartéis não se faça nem uma missa em louvou aos que tombaram quando dormiam? Os Direitos Humanos irá chamar os remanescentes das famílias trucidadas para oferta-lhes ao menos um pedido de desculpas? Meu velho pai já dizia, direito tem quem direito anda. 
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E por quê não fazê-lo?
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De: 
Enviada em:
 segunda-feira, 31 de outubro de 2011 20:06
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Assunto:
 A teoria é uma; a prática, outra. // Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa -31/10/2011

A teoria é uma; a prática, outra.

          Jornalista Carlos Chagas
Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa -31/10/2011
A presidente Dilma Rousseff decidiu sancionar numa só solenidade as leis da Comissão da Verdade e da proibição de sigilo eterno para documentos oficiais. Na teoria, tudo bem. Um dia de festa. Mas na prática, como funcionarão esses dois novos dispositivos legais?
Para a Comissão da Verdade começar a funcionar, o palácio do Planalto precisará nomear seus sete integrantes, que durante dois anos investigarão as lesões aos direitos humanos praticadas durante o regime militar por agentes do poder público.
O ponto alto dos trabalhos prevê-se, acontecerá com os depoimentos de antigos militares e policiais denunciados como torturadores, sequestradores e assassinos.
Qual o comportamento da comissão se eles começarem a tentar justificar seus atos relatando supostos (??) crimes praticados por suas vitimas? Caso incriminem o chamado “outro lado”, ou seja, de quantos apelaram para a luta armada e também sequestraram, assaltaram e até assassinaram agentes do estado, (companheiros, desafetos e pessoas inocentes)(É pueril imaginar que não o farão e que não colherão a oportunidade para contar o que fizeram os terroristas e seus idiotas úteis, iludidos pela retórica e usados como bucha de canhão por intermédio de seu idealismo juvenil, vítimas da hipocrisia sem caráter dos comunistas históricos)
A finalidade da Comissão da Verdade não é punir, sequer encaminhar ao Judiciário pedidos de punição. É apenas elucidar, revelar e denunciar os implicados. Mas farão o quê, os sete membros, diante de acusações contra os que pegaram em armas contra o regime militar? Proibirão a imprensa de assistir os depoimentos? Extirparão dos autos os nomes e as práticas do “outro lado”?
Com relação ao fim do sigilo eterno de documentos oficiais, outro nó vai aparecer: e se as autoridades às quais se dirigirão os pedidos de abertura desses documentos informarem que eles foram destruídos? É importante para a memória nacional, por exemplo, conhecer os arquivos da guerrilha do Araguaia, em todos os seus detalhes. Ou, mesmo, todos os papéis da guerra do Paraguai. Por que não o conteúdo dos abomináveis decretos-secretos dos tempos do general Garrastazu Médici?
A resposta de que foi tudo destruído pode gerar dúvidas, mas como contesta-la? Fica óbvio, assim, que uma coisa é a teoria, outra a prática. A festa no gabinete da presidente Dilma deve ser feita com cautela, sem muitas celebrações, pois o caminho parece árduo, tanto para a Comissão da Verdade quanto para os pesquisadores de documentos até agora mantidos em sigilo eterno.


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