CIDADANIA
A final de contas o que vem a ser cidadania?
É o exercicio pleno dos direitos e deveres do chamado cidadão brasileiro,séra?
No esforço para a recontrução do nosso país e das suas instituições, com a redemocratização, é que se incorporou a palavra cidadania ao nosso cotidiano.
A constituinte de 1988 foi o marco para a consciéncia definitiva de que sem cidadania não podemos construir uma nação.
No entusiasmo daquele instante criou-se a expectativa de que após o termino da constituição,e a posterior liberdade de escolha dos nossos governantes, tudo se transformaria rapidamente.
Realmente tivemos a nossa liberdade de volta,a manifestação de pensamentos, crenças e ideologias passaram a ser comuns em todos os lugares.
Mas com o passar do tempo, algumas dificuldades foram ficando latentes na nossa recente criada democracia.
A s desigualdades sociais e economicas, que apesar de algum avanço, estão longe daquilo que se espera do nosso país.
Em consequencia do desgaste dos mecanismos utilizados pelo sistema democratico, como por exemplo o congresso nacional, as assembleias estaduais e municipais, se criou uma desconfiança entre os cidadaõs sobre a plena utilidade desses agentes da democracia.
O que se enxerga com tudo isso, é que não só com a liberdade e participação se resolve os problemas sociais existentes.
Talvez uma cidadania plena que combine liberdade e igualdade para todos seja uma utopia, mais é necessario se acreditar nesta suposta utopia para que se consiga o melhor resultado possivel.
Todo cidadão deve ter assegurado pelo estado constituido os direitos civis, politicos e sociais, sem os quais não podemos nos considerar cidadãos plenos.
Direitos civis, são o direito a vida, a propriedade, a igualdade perante a lei, a liberdade de ir e vir, de escolher o trabalho, de manifestar o pensamento e de ter a sua privacidade preservada.São eles que garantem as relações civilizadas entre as pessoas.
Direitos politicos é basicamente o direito ao voto, com o parlamento livre e representativo, com os seus partidos que representam a legitimidade de um sistema politico.
Os direitos sociais devem garantir a participação na riqueza coletiva, a educação, o trabalho, a saude , moradia , transporte, salario justo e aposentadoria.
Muitas vezes esses direitos não saem do papel e dificultam ainda mais o pleno exercicio da cidadania.
A redução do poder do estado afeta a natureza dos antigos direitos, sobretudo dos direitos politicos e sociais.
A pessoa se sente cidadã a partir do momento que se relaciona com o estado e se faz ouvir por ele.A partir do momento que o estado se enfraquece o cidadão fica numa verdadeira encruzilhada.
Nesses momento de indefinição é que crescem as possibilidades de se identificar um salvador da patria, um messias politico.
Em alguns momentos da historia do Brasil se elegeram Presidentes com traços messianicos, e que por isso alguns não terminaram seus mandatos, pois não mantinham uma relaçaão saudavel com o parlamento constituido.
Um dos fatores que eleva a fragilidade das nossas instituições é a ausencia de uma ampla organização autonoma da sociedade faz com que os interesses corporativos consiguam prevalecer.
Apesar do menosprezo que se tem em relação aos politicos, continua-se a votar neles na esperança de beneficios pessoais.
O enfraquecimento do estado fez com que as pessoas se interessassem menos por politica e se transformassem em apenas consumidores.
Diante dessa situação o estado se vê desafiado dos dois lados.
As experiencias recentes do exercicio de cidadania nos mostra que apesar do desvios e erros que podem ser cometidos, não existe outro caminho a não ser o de participação ativa nas discussões, nos debates e nos problemas nacionais.
Temos que ter consciência de que só discutindo, divergindo e colocando as nossas opiniões em cheque é que consiguemos chegar ao pleno exercicio da cidadania.
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